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IndependĂȘncia do Brasil

A Independência do Brasil é o fato histórico que marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Em 1822, D. Pedro anuncia sua insubordinação à Constituição Portuguesa, convocando a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Depois de declarar que as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil seriam consideradas inimigas, o príncipe regente resolve assinar o Manifesto às Nações Amigas, escrito por José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Com essa assinatura, ratifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura a "Independência do Brasil", como reino irmão de Portugal. Os portugueses, no entanto, não aceitam a convocação da Assembléia Constituinte Brasileira e exigem a volta imediata de D. Pedro, ameaçando, inclusive, com o envio de tropas. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. D. Pedro determinou que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o "cumpra-se", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência. O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole. Em 7 de setembro de 1822, quando estava em viagem de Santos para São Paulo, próximo às margens do riacho Ipiranga, ocorreu o histórico "Grito do Ipiranga". O Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, levantou a espada e bradou perante a sua escolta a famosa frase: "Independência ou Morte!" rompendo os laços de união política com Portugal. A independência foi apenas política, não alterando a realidade sócio-econômica. Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I e coroado em 1 de dezembro na Capital. Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra. Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I foi a camada que mais se beneficiou. 

Pesquisa: Nilza Novelli

 



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