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Louis Pasteur

Louis Pasteur nasceu em Dôle, região de Jura na França, em 27 de dezembro de 1822 e faleceu em Chateau de Villeneuve l’Etang, próximo a Paris em 28 de setembro de 1895. Quando bem jovem tinha gosto pela pintura e fez diversos retratos de sua família. Aos 19 anos abandonou a pintura para se dedicar à carreira científica, o que perdurou para toda a sua vida. Iniciou seus estudos no Colégio Royal
Em 1848, fez uma descoberta sobre o dimorfismo do ácido tartárico, enquanto observava no microscópio a surpreendente simetria apresentada nos dois tipos de cristais do ácido racêmico. Foi, portanto o descobridor das formas dextrógiras (moléculas que desviam a luz para a direita) e levógiras (que desviam o plano da luz no mesmo ângulo, porém em sentido contrário). Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da “Légion d’Honneur”. Algum tempo após, atendeu a solicitação de alguns dos vinicultores e cervejeiros da região que lhe pediram para descobrir como os vinhos e as cervejas azedavam. Durante sua investigação, através do uso de microscópio, ele pode constatar que a levedura ocasionava este processo. Solucionou este problema através de um processo que originou a atual técnica de pasteurização dos alimentos. A partir desta nova descoberta, ficou constatado que tanto na fermentação quanto na decomposição orgânica, há a ação de microorganismos.
Na Inglaterra, em 1865, sua descoberta foi utilizada pelo cirurgião Joseph Lister, que aplicou os conhecimentos de Pasteur com o objetivo de eliminar os microorganismos presentes em feridas e incisões cirúrgicas. Em 1871, Pasteur insistiu para que todos os médicos dos hospitais militares passassem a ferver o instrumental e as bandagens utilizados nos procedimentos médicos. Em sua “teoria germinal das enfermidades infecciosas”, ele defende a idéia de que toda doença infecciosa tem sua causa num microorganismo com grande capacidade de propagar-se entre as pessoas. Ele passou a investigar os microscópicos agentes patogênicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a anti-rábica.
Adepto da teoria biogênica, em 1861, através de um experimento, ele conseguiu demonstrar conclusivamente a impossibilidade da geração espontânea da vida, ou seja, a origem da vida somente é possível a partir da matéria viva, de um ser vivo preexistente. Seus intensos estudos sobre a vida dos microorganismos patogênicos o levaram a descobrir uma forma de combatê-los, foi a partir de então, que ele descobriu as vacinas, entre elas, a anti-rábica. Derrubou definitivamente a idéia da abiogênese, do grego a-bio-genesis, “origem não biológica” e designou de modo geral o estudo sobre a origem da vida a partir da matéria não viva; com a utilização de um vidro chamado “pescoço de cisne”. No experimento, Pasteur adicionou um caldo nutritivo a um balão de vidro com gargalo alongado. Em seguida aqueceu o gargalo, imprimindo a esse, um formato de tubo curvo “pescoço de cisne”. Após a modelagem prosseguiu com a fervura do caldo, submetendo-o a uma temperatura até o estado estéril (ausência de microorganismo), porem permitindo que o caldo tivesse contato com o ar. Depois da fervura, deixando o balão em repouso por muito tempo, percebeu que o líquido permanecia estéril. Isso foi possível devido a dois fatores: o primeiro foi consequente ao empecilho físico, causado, pela sinuosidade do gargalo. O segundo ocasionado pela adesão de partículas de impureza e microorganismos às gotículas de água formadas na superfície interna do gargalo durante a condensação do vapor, emitido pelo aquecimento e resfriado quando
Em 1884 apresentou, em Copenhagen, um trabalho sobre “Patogenia e Vacinas”, iniciou estudos sobre vacinação anti-rábica
A importância de Louis Pasteur foi enorme para o estudo das origens da vida, com passos decisivos na análise da estrutura molecular dos corpos. Do ponto de vista teórico contribuiu notavelmente para responder às indagações sobre o ciclo da vida e da morte na natureza, ao considerar os fenômenos da fermentação e da putrefação. Do ponto de vista prático, sua influência ainda é maior, ao descobrir a ação transmissora e o campo de propagação dos microorganismos, fundando uma nova era para a etiologia das moléculas infecciosas. As descobertas de Pasteur contribuíram para a evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia, bebidas fermentadas, e os métodos de higiene em geral.
Pesquisa: Nilza Novelli
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